Publicado em: 31/10/2024 às 10:09:34

Crescimento do lucro do Santander contrasta com fechamento d

Enquanto amplia a base de clientes e lucra com serviços, banco reduz estrutura física e pressiona funcionários remanescentes

Imagem ilustrativa

Nos primeiros nove meses de 2024, o Santander Brasil obteve um lucro líquido gerencial de R$ 10 bilhões, aumento de 40,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento expressivo no lucro ocorre enquanto o banco continua a fechar postos de trabalho e reduzir sua presença física nas ruas, uma realidade que afeta diretamente seus funcionários e clientes.

O lucro trimestral do banco alcançou R$ 3,7 bilhões, 10% superior ao trimestre anterior, e o retorno sobre o patrimônio (ROE) subiu para 17%, um aumento de 3,9 pontos percentuais em doze meses. Já o lucro global do Santander, que atingiu € 9,3 bilhões, registrou alta de 14,3% no mesmo período. Em termos de representatividade, o lucro da unidade brasileira compõe 19% do resultado global do banco, evidenciando a importância do mercado brasileiro para a instituição.

Em contrapartida ao crescimento no lucro, o Santander fechou 706 postos de trabalho nos últimos doze meses, sendo 568 apenas no terceiro trimestre de 2024. Esse movimento acontece em um cenário de aumento da base de clientes, que somou 68,8 milhões de pessoas em setembro, com 3,4 milhões de novos clientes em relação ao ano anterior. Além disso, o banco também fechou 254 lojas e 128 Postos de Atendimento Bancário (PABs) no mesmo período, o que reflete um direcionamento para reduzir o atendimento físico, afetando a presença do banco em várias regiões.

De acordo com os dados do Banco Central, o Santander contava com 2.459 agências físicas em setembro de 2024, uma queda significativa de 78 unidades em relação ao ano anterior. “Esse cenário preocupa, pois a redução na estrutura física não só afeta o atendimento ao cliente como também intensifica a sobrecarga sobre os funcionários, os quais enfrentam a pressão de atender um número crescente de clientes com menos recursos e apoio presencial”, avaliou Wanessa Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander.