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Publicado em: 21/05/2025 às 09:40:00 |
Neiva Ribeiro: Audiência pública denuncia fechamento de agências e terceirização fraudulenta no Santander O movimento sindical tem alertado para os impactos negativos do fechamento d |
Neiva Ribeiro: Audiência pública denuncia
fechamento de agências e terceirização fraudulenta no Santander
O
movimento sindical tem alertado para os impactos negativos do fechamento de
agências bancárias do Santander, que traz consequências diretas para
trabalhadores e para a população. Nos últimos anos, o banco vem reduzindo
significativamente o número de unidades físicas, justificando a medida pela
digitalização dos serviços. O
fechamento de agências sobrecarrega as unidades restantes, resultando em
superlotação e precarização do atendimento, além de gerar insegurança para os
trabalhadores. Clientes que se deslocam para outras regiões encontram filas
maiores e atendimento insuficiente, o que gera insatisfação e desrespeito ao
consumidor. Nesta
segunda-feira, 19 de maio, Brasília foi palco de uma importante audiência pública promovida pelo deputado
distrital Chico Vigilante (PT-DF), com apoio do movimento
sindical. O evento teve como objetivo denunciar as práticas abusivas do Banco
Santander no Brasil, especialmente o fechamento de agências e a terceirização
irregular de atividades bancárias. Apesar da
justificativa de reestruturação e redução de custos, o Santander registrou um
lucro líquido gerencial de R$ 13,872 bilhões em 2024, com um crescimento de
48,6% em relação ao ano de 2023. No primeiro trimestre de 2025, o lucro foi de
R$ 3,861 bilhões, um aumento de 27,8% em relação ao mesmo período do ano
anterior. Observando
o cenário setorial nacional, verifica-se que entre 2019 e 2024, a categoria
bancária perdeu 30,6 mil vínculos de trabalho, uma redução de 7%, conforme
dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais). Contraditoriamente, no
mesmo período, o Grupo Santander aumentou seu número de trabalhadores de 47,8
mil para 55,6 mil, uma alta de 16,37%. Essa disparidade causa estranhamento,
especialmente considerando que o Santander fechou aproximadamente 280 agências,
o que corresponde a uma redução de 10% de sua rede física. Essa
contradição se explica pela estratégia do Santander de transferir trabalhadores
da estrutura do banco para empresas coligadas do conglomerado, que possuem
CNPJs com CNAEs diferentes, muitas vezes fora do setor financeiro. Para
ilustrar a situação, lembramos o caso das empresas F1RST, enquadrada em
“Desenvolvimento de Programas de Computador sob Encomenda”, e a Tools, em
“Preparação de Documentos e Serviços Especializados de Apoio Administrativo”. |