Reivindicação
histórica: trabalhadores de bancos incorporados poderão migrar para a Cassi e
PreviBanco apresentou proposta à CEBB
nesta quarta-feira (30), mas será preciso seguir na luta para garantir isonomia
tanto na previdência quanto na saúde A Comissão de Empresa das Funcionárias e dos Funcionários do
Banco do Brasil (CEBB) se reuniu, no final da tarde desta quarta-feira (30),
com a direção do banco para discutir a integração dos trabalhadores egressos
dos bancos incorporados — Banco Nossa Caixa (BNC), Banco do Estado de Santa
Catarina (Besc) e Banco do Estado do Piauí (BEP) — aos planos de previdência da
Previ e ao plano de saúde da Cassi, ambos utilizados pelos funcionários do BB.
A apresentação de uma proposta até o dia 31 de julho foi um compromisso
assumido pelo banco em reunião realizada no dia 5 de fevereiro, quando foi
anunciada a criação de um Grupo de Trabalho (GT) voltado exclusivamente à busca
de soluções para os impasses enfrentados por esses trabalhadores. A medida
atendeu a uma reivindicação histórica do movimento sindical. Migração para a PreviDurante o encontro, o BB apresentou a possibilidade de migração
dos planos de previdência Previ BEP, Economus e Fusesc para a Previ, mantendo
os direitos e características atuais. A proposta prevê a migração de todos
os planos para a Previ, com a possibilidade de que em seguida, os funcionários
da ativa possam optar pela migração para o Previ Futuro.
A Comissão de Empresa avaliou que a proposta representa um avanço, por permitir
ganhos aos trabalhadores, redução de custos para o banco, como copatrocinador,
e para as associações, além de contribuir para a otimização da gestão dos
recursos previdenciários.
A coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes, destacou a importância do momento e fez
um alerta sobre a necessidade de atenção às mudanças. “É fundamental que os
colegas que optem pela migração compreendam bem as regras e as diferenças que
entrarão em vigor para que tomem decisões conscientes e seguras.”
Uma das reivindicações centrais do movimento sindical era a inclusão dos
funcionários oriundos de bancos incorporados na parcela 2B da tabela PIP. Até o
momento, a única alternativa prevista é que aqueles que migrarem para o Previ
Futuro possam pontuar na nova tabela, tornando-se aptos a contribuir para a 2B
— a parcela em que o banco contribui na mesma proporção do participante.
No entanto, a efetivação da migração para a Previ dependerá
ainda de ajustes técnicos e atuariais, que serão conduzidos com acompanhamento
da Comissão de Empresa. Pós-laboral: luta segue na mesa de custeio da CassiNo campo da saúde, o banco informou que permitirá a adesão dos
funcionários da ativa, oriundos dos bancos incorporados, ao plano da Cassi,
após a apresentação da proposta da mesa de custeio da Cassi — espaço onde estão
sendo discutidas, entre outras questões, as regras do pós-laboral para novos
ingressantes na caixa de assistência.
O estatuto vigente estabelece que os novos participantes do plano de associados
só poderão permanecer na Cassi após a aposentadoria como autopatrocinados, ou
seja, sem a contribuição do banco.
Antônio Netto, representante da Fetec-CUT/SP na CEBB, foi enfático ao defender
a responsabilidade do banco. “Nossa luta continuará para que todos os
funcionários oriundos de bancos incorporados tenham a possibilidade do
pós-laboral com a permanência da contribuição do patrocinador. Além disso, essa
também é a luta dos funcionários que ingressaram no banco após 2018.”
Ele reforçou que a inclusão do banco no custeio do pós-laboral é uma demanda
legítima, justa e alinhada aos princípios constitucionais da igualdade e da
isonomia. “É essencial que o Banco do Brasil trate de forma equitativa todos os
seus funcionários, sem discriminação baseada na origem bancária.”
A coordenadora Fernanda Lopes |