COE do Mercantil avança em negociação sobre PLR própria e
auxílio educacional Enquanto banco registra 11º lucro
trimestral recorde, Comissão cobra valorização dos trabalhadores e melhores
condições Nesta terça-feira (12), a Comissão de Organização dos Empregados
(COE) do Mercantil se reuniu com o banco para discutir a proposta do Programa
Próprio de PLR 2025 e o auxílio educacional dos trabalhadores. Após cobranças
da COE, foram conquistados avanços importantes para os empregados.
Na última reunião, realizada em 30 de julho, a COE já havia conseguido a
redução da meta do PLR, que passou de R$ 1,2 bilhão para R$ 1 bilhão. Agora, o
banco também se comprometeu a aumentar os múltiplos salariais, garantindo uma distribuição
mais justa do programa de participação nos lucros.
O Mercantil assumiu ainda o compromisso de expandir o número de bolsas
educacionais, que passam de 160 para 200, e reajustar o valor de cada bolsa de
R$ 310,00 para R$ 340,00.
Além disso, a COE tem cobrado o acompanhamento virtual das homologações pelo
Sindicato, garantindo que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados.
Os números recentes do Mercantil reforçam a importância dessas negociações. O
banco registrou no 1º semestre de 2025 um lucro líquido contábil de R$ 483,3
milhões, alta de 39,8% em relação ao ano anterior, atingindo 11 recordes
consecutivos de lucro trimestral. Apesar do crescimento, o banco manteve uma
pedida elevada no PLR, que precisou ser negociada pela COE para se tornar mais
justa.
Para o coordenador da COE, Vanderci Antônio da Silva, os resultados do banco
evidenciam que a produtividade e a atuação dos trabalhadores são essenciais
para o desempenho da instituição. “O resultado expressivo do Mercantil, com 11
trimestres consecutivos de recorde de lucro, mostra que a produtividade e a
atuação da categoria são fundamentais para o desempenho do banco. É essencial
que esse crescimento seja acompanhado de valorização, melhores condições de
trabalho e investimentos na carreira dos empregados.”
Com as negociações finalizadas, a próxima etapa é a convocação de assembleia
para que os funcionários deliberem e aprovem as propostas.
Fonte: Contraf/CUT |