Bancários realizam Dia
Nacional de Luta contra abusos do Santander em todo o paísMobilizações denunciaram fechamento de
agências, demissões e contratações fraudulentas; veja a galeria de fotos com as
ações em diversas cidades Os funcionários e funcionárias do Santander realizaram, nesta
terça-feira (4), o Dia Nacional de Luta. As mobilizações aconteceram em todo o
país e reuniram bancários e bancárias em protesto contra o fechamento de
agências, as demissões e a contratação fraudulenta de mão de obra — prática em
que o banco demite trabalhadores com todos os direitos garantidos pela
Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e os recontrata por meio de empresas
terceirizadas do próprio grupo espanhol, com perda de direitos e redução
salarial.
A ação, organizada pela Contraf-CUT, federações e sindicatos, teve como
objetivo denunciar as práticas abusivas do Santander e exigir respeito,
valorização e dignidade para os trabalhadores que constroem os lucros do banco
no Brasil.
“Neste Dia Nacional de Luta em defesa dos trabalhadores e clientes do banco
Santander, a Contraf-CUT, junto às federações e sindicatos de todo o país,
reafirma o compromisso na defesa do emprego bancário, contra o fechamento de
agências e postos de atendimento, contra as práticas antissindicais e pelo
respeito à dignidade de cada bancário e bancária no Brasil”, destacou Wanessa
de Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE)
Santander.
Segundo Wanessa, o movimento sindical tem atuado de forma unificada para
denunciar a precarização imposta pelo banco e defender condições de trabalho
justas. “Hoje unimos nossas vozes em todo o Brasil para afirmar: basta de
precarização, Santander! Queremos mais respeito, valorização e dignidade para
os empregados que constroem o lucro do banco”, reforçou.
A secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionária do
Santander, Rita Berlofa, também criticou duramente a postura do banco no país.
“É inaceitável a forma como o Santander tem conduzido sua gestão no Brasil.
Trata-se de uma total falta de respeito ao país e aos brasileiros, quando o
banco, em nome de lucros que já são estratosféricos para seus acionistas, burla
a lei com contratações fraudulentas e promove demissões de trabalhadores que
dependem do emprego para sustentar suas famílias e garantir sua sobrevivência.
Como se isso não bastasse, há também um profundo desrespeito aos clientes, que
são empurrados para o atendimento automatizado, muitas vezes após o fechamento
de suas agências, sendo obrigados a percorrer longas distâncias para conseguir
um atendimento presencial. Para nós, trabalhadores, isso é revoltante. Mas não
vamos nos calar. A luta continuará!”, afirmou Rita. Fonte: Contraf/CUT
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