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Publicado em: 12/12/2025 às 09:00:00 |
Super Caixa: empregados criticam programa de premiação do banco |
O Super Caixa, programa de remuneração variável implementado pela Caixa Econômica Federal para o 2º semestre de 2025, segue sendo alvo de intensas críticas das entidades de representação das empregadas e empregados. O modelo, criado unilateralmente pelo banco e apresentado como “prêmio por liberalidade”, alterou regras de habilitação, cálculo e distribuição da premiação, ampliou exigências e, na prática, tornou mais difícil o acesso ao benefício, principalmente para quem atua diretamente nas agências. Desde sua divulgação, a Contraf-CUT, por meio da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, federações e sindicatos vêm denunciando que o programa aumenta a pressão sobre as equipes, baseia-se em indicadores complexos, penaliza unidades inteiras e impacta diretamente a renda de trabalhadoras e trabalhadores, sem que tenha havido qualquer negociação coletiva prévia. Segundo as entidades, o modelo reforça a cobrança por metas, carece de previsibilidade e não reflete de forma fiel a realidade das agências, especialmente diante do quadro reduzido de pessoal e do aumento constante de demandas geradas por programas sociais e políticas públicas operadas pela Caixa. Principais críticasEntre os pontos mais criticados, destacam-se: Fora da realidadePara o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco, o programa reforça desigualdades e não considera as condições reais da rede de atendimento. “O Super Caixa não reconhece a realidade de quem trabalha na ponta. É inadmissível que um programa que impacta a renda de milhares de empregados seja construído sem negociação, com regras que penalizam quem já sofre com sobrecarga e falta de pessoal. Esse modelo precisa ser revisto para garantir justiça e transparência”. Felipe reforça que a CEE continuará cobrando mudanças e que a Caixa deve respeitar o diálogo com as entidades. “A Caixa não pode tratar remuneração como liberalidade unilateral. A mesa de negociação existe para proteger direitos e construir soluções. O banco precisa ouvir suas empregadas e empregados”. Programa abre portas para o assédio e o adoecimento |
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