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Publicado em: 04/05/2026 às 10:25:00 |
Em mesa, CEE denuncia desvalorização d |
Em mesa, CEE denuncia desvalorização dos empregados e cobra respostas da Caixa o banco continua sem apresentar soluções para temas como mudanças no modelo de atendimento, adoecimento mental, sobrecarga de trabalho e regras do SuperCaixa
A mesa de negociação entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e a direção da Caixa, realizada nesta quinta-feira (30), foi marcada por críticas contundentes à forma como o banco vem conduzindo mudanças no atendimento, que desrespeitam empregados. Na reunião, a representação dos trabalhadores denunciou a desvalorização crescente dos empregados e cobrou respostas para problemas que vêm se acumulando nas unidades: sobrecarga de trabalho, falta de pessoal, mudanças estruturais implementadas sem negociação prévia, adoecimento mental e um modelo de remuneração variável com regras sem transparência. A comissão cobrou debate sobre o SuperCaixa, que precisa de regras transparentes e justas. “O diálogo, infelizmente, é o que se diz, mas não é o que se faz”, criticou Rogério Campanate. “A gente precisa de compromisso real de justiça, transparência nas regras e respeito aos trabalhadores”, reforçou Érico Jesus. Segundo a CEE, o tema será levado ao Comando Nacional dos Bancários, que avaliará todas as possibilidades cabíveis para atuar frente aos problemas relacionados ao programa. Entre os pontos criticados também estão a implantação das plataformas de atendimento à Pessoa Jurídica (PJ), a migração de carteiras, as mudanças nas unidades e a combinação entre atendimento presencial e digital, que vêm alterando profundamente a rotina dos trabalhadores sem que, segundo a CEE, haja planejamento adequado, treinamento suficiente ou diálogo com os representantes dos empregados. O modelo “Figital”, que combina atendimento físico e digital, também sofreu críticas dos representantes dos trabalhadores. Na prática, segundo relatos levados à mesa, empregados vêm sendo obrigados a atender simultaneamente clientes de forma presencial e virtual, sob cobrança intensa por desempenho e entregas à unidade para que o tempo de espera no canal digital ultrapasse cinco minutos. “É um modelo que tem aprofundado a sobrecarga, aumentado o desgaste emocional e agravado o sentimento de insatisfação entre os empregados”, avaliou o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco.
Um dos ponto |
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